O guia completo do empreendedorismo jurídico

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O mercado de trabalho dos profissionais do direito está cada vez mais concorrido. Isso gera óbice à aquisição de clientes e aos rendimentos da maioria dos advogados. Para circunver tal problema, profissionais modernos recorrem ao empreendedorismo jurídico para garantir seu desenvolvimento profissional.

Infelizmente, a formação universitária é pouco voltada ao empreendedorismo. O curso de direito é conservador e as instituições de ensino não preparam o acadêmico adequadamente quanto às questões de gestão de escritório de advocacia.

Para obter sucesso na advocacia contemporânea, exige-se que o atuante detenha conhecimentos sobre investimentos, planejamento, recursos humanos, negociações, gestão de pessoas, entre outros elementos estratégicos.

No presente guia, estão expostas todas as informações relevantes sobre o empreendedorismo jurídico — incluindo o conceito, as vantagens, as características de um empreendedor da área, as táticas mais eficazes para ser bem-sucedido, os desafios encontrados, os erros cometidos e o papel da tecnologia nesse negócio.

O que é empreendedorismo?

O conceito de empreendedorismo está interligado a atos de inovação dentro de um mercado. No campo de negócios, consiste na busca de oportunidades e abertura de empresas por meio da criatividade. O indivíduo que se arrisca iniciando um novo negócio recebe a denominação de empreendedor.

No meio jurídico, esse termo se constitui na aplicação de conceitos de gestão empresarial e inovação em um escritório de advocacia, para otimizar seus processos, melhorar a qualidade de seus serviços, aumentar seus rendimentos e expandir sua rede de contatos.

Quais são as vantagens de empreender nessa área?

O ato de empreender fornece uma ampla gama de vantagens em relação a um escritório gerido de forma tradicional, como maior organização. Contudo, há proveitos garantidos apenas para os profissionais do ramo jurídico. Os principais são:

  • menor concorrência: poucos advogados tentam empreender, portanto, trata-se de um negócio pouco concorrido;
  • mais oportunidades: um escritório que aplica conceitos de gestão e atinge equilíbrio financeiro terá preferência de contratação por empresas;
  • melhora sua imagem perante o mercado: um escritório mais organizado e que aplica conceitos de inovação transmite a ideia de responsabilidade, comprometimento e profissionalismo ao seu networking;
  • segurança na rentabilidade: constantemente, a legislação brasileira sofre mudanças que geram incertezas sobre a rentabilidade da profissão, porém, graças à estruturação de planejamentos, os advogados estarão preparados para manter o sucesso em quaisquer cenários futuros;
  • crescimento profissional e pessoal: o conhecimento adquirido será útil aos advogados em outras vertentes, como na organização de seu orçamento pessoal e realização de investimentos mais vantajosos no mercado financeiro.

Quais são as características fundamentais para um empreendedor jurídico?

Para ser um empreendedor jurídico, não basta apenas ter a boa vontade de empreender e o conhecimento sobre gestão e planejamento. O sucesso está intrinsecamente conectado à mentalidade e às atitudes do advogado. Qualquer um pode se tornar um bom empreendedor. De forma geral, o indivíduo deve buscar adotar as seguintes qualidades:

  • proatividade: deve sempre buscar por novas oportunidades de negócio e pesquisar as mudanças de mercado;
  • perseverança: manter a determinação para continuar empreendendo, mesmo perante desafios de difícil resolução;
  • coragem para correr riscos: correr riscos faz parte de qualquer empreendimento, mas os retornos são compensadores e, com as informações corretas, o risco pode ser calculado;
  • capacidade para planejar: faz-se relevante ser capaz de criar, monitorar, corrigir e rever planos de ação;
  • comunicativo: é importante participar de eventos, fóruns e se comunicar bem com outros empreendedores;
  • liderança: há necessidade de controlar sua equipe de colaboradores, saber como motivá-los, ouvi-los e solucionar seus problemas.

Além das qualidades listadas acima, o ramo jurídico exige uma série de características específicas. Nos tópicos abaixo, estão listados os atributos específicos do empreendedor do direito.

Pensamento estratégico

Muitos advogados simplesmente abrem seus escritórios e prestam seus serviços sem planejamento. Isso ocorre pelo fato de os cursos de direito não incluírem conhecimentos de gestão em suas grades curriculares.

O advogado deve desenvolver um pensamento estratégico autonomamente, estudando o mercado, estipulando suas metas, delegando tarefas, realizando investimentos etc.

Ser tecnicamente competente

O ramo do direito pode ser mais complexo e extenso que outros estudos, devido à longa e melindrosa legislação brasileira. Releva-se que o advogado não negligencie os conhecimentos técnicos de sua área de atuação, para manter a qualidade de seus serviços e a satisfação dos clientes.

Ser um líder e não apenas chefe

Um escritório é composto de advogados, secretários, estagiários e outros colaboradores de diferentes perfis. Faz-se importante que o empreendedor conheça as fraquezas e forças de cada indivíduo de sua equipe, canalizando suas habilidades para maximizar seus resultados.

Expandir seus conhecimentos diariamente

Não há limite para o desenvolvimento profissional de um empreendedor. Sempre haverá novos meios de otimizar seus processos, fidelizar clientes, minimizar despesas, gerenciar melhor a equipe, controlar as contas etc.

O advogado deve expandir seu saber diariamente com os novos projetos de lei e tendências, adquirir conhecimentos de gestão específicos para escritórios de advocacia, entre outros.

Ter um plano de contingência

No direito, várias ocorrências não serão conforme o planejado. Muitos processos e várias audiências podem não ter o resultado desejado e afetar seus lucros. Dessa forma, é importante que o empreendedor jurídico tenha um plano de contingência para garantir seu sucesso diante de tais situações.

Quais são os atos de gestão que devem ser tomados pelo empreendedor?

A gestão consiste em desafios que devem ser enfrentados pelos advogados que desejam empreender. Para auxiliar nossos leitores a alcançar o sucesso, arquitetamos uma série de passos a serem seguidos. Confira-os abaixo.

1. Conhecer o mercado da advocacia

O primeiro passo é compreender o cenário em que seu mercado se encontra. Essa é uma etapa negligenciada por muitos advogados, pois a maioria se preocupa apenas com os conhecimentos técnicos de sua profissão. A pesquisa realizada deve incluir os seguintes aspectos:

  • nichos: analise os nichos de mercado abundantes e saturados, como também quantos escritórios estão especializados em cada um deles;
  • profissionais: pesquise os profissionais mais qualificados e competentes que estão em busca de um escritório;
  • concorrentes: conheça os escritórios com maior notoriedade, suas fatias no mercado e áreas de atuação;
  • clientes: procure os serviços mais demandados e quais áreas são as mais promissoras para seu negócio.

2. Definir o nicho de atuação

O próximo passo consiste na definição de seu nicho de atuação, ou seja, qual será o perfil de cliente que ele concentrará seus esforços para conquistar.

A decisão não deve ser embasada por modismos ou considerar opiniões de pessoas leigas sobre o tema, mas sim basear-se em informações coletadas nas pesquisas explicadas na etapa passada.

Considere elementos como demanda, concorrência, potencial, profissionais disponíveis e também afinidade pessoal com os aspectos técnicos do nicho com o qual trabalhará.

3. Estruturar o plano de negócios

Antes de iniciar o empreendimento, é preciso estruturar o plano de negócios, que pode ser chamado de “Planejamento Estratégico”. Em comparação a uma empresa, a abertura de um escritório de advocacia requer o mínimo de preparação. Porém, ainda são indispensáveis os princípios basilares que direcionarão o rumo do empreendimento. São eles:

  • missão: propósito que o escritório foi fundado, exemplo: “prestar serviços advocatícios e de consultoria sobre o direito do consumidor”;
  • visão: é o cenário futuro que a empresa pretende alcançar, como “se tornar referência no mercado regional no nicho escolhido”;
  • valores: crenças e princípios que nortearão as atitudes dos envolvidos no escritório, como “sempre buscar uma boa relação com o cliente”.

Quanto ao plano em si, ele pode ser resumido nos seguintes elementos:

  • a especialidade do escritório;
  • os principais serviços que serão prestados;
  • quem serão os principais clientes ou seus perfis;
  • onde será localizado o escritório;
  • capital inicial do investimento a ser feito;
  • capital de giro para manter o empreendimento por um determinado tempo;
  • o faturamento mensal pretendido;
  • o lucro desejado;
  • o tempo de espera para que o capital investido retorne.

4. Definir os sócios

Nesse tópico, o empreendedor deve estipular as regras para contratação de sócio. Por exemplo, se será permitido o ingresso de familiares e quantos por parte de cada sócio.

Outras definições são o valor do pró-labore, a distribuição dos lucros de cada um deles e o grau de autonomia, ou seja, quais serão os limites de seus atos e suas decisões no escritório.

Antes de proceder à afiliação, conheça seus graus de ambição, seus objetivos futuros e se contribuirão para o desenvolvimento do escritório. Tais regras prevenirão a escolha equivocada de sócios, evitará futuros problemas pessoais e gargalos no fluxo de trabalho.

5. Administre e otimize os recursos

Os recursos aqui consistem na mão de obra, no tempo, no capital e nos materiais. Muitos advogados negligenciam a administração desses elementos por simplesmente adotarem a ideia de economizar o máximo possível.

Entretanto, sem a devida organização, não será possível evitar desperdícios e maximizar ganhos. Para controlar os gastos, elabore planilhas com todas as contas fixas e variáveis mensais, identifique onde estão as maiores despesas e economize os recursos.

Quanto à otimização de tempo, relacione as atividades prioritárias de acordo com a sua importância, associando-as com os seus contatos, clientes e parceiros.

Outro recurso importante consiste no dinheiro necessário para manter o escritório operando até o retorno financeiro. Essa conta é chamada de capital de giro e deve ser estipulada para uma data em que o negócio conseguirá se manter pelas suas atividades.

6. Conquistar mais clientes

Para conseguir conquistar seus clientes, realize um estudo minucioso sobre seu mercado. Se os alvos forem pessoas físicas, responda às seguintes perguntas: qual é a faixa etária? Gênero? Trabalho? Renda? Escolaridade? Onde moram? Entre outras perguntas relevantes para definir seus perfis.

Se forem pessoas jurídicas, identifique suas características gerais com as indagações: em que ramo atuam? Que tipo de produto ou serviço comercializam? Quantos funcionários detêm? Qual é a sua capacidade de pagamento? Têm uma boa imagem? Qual é o seu tempo de mercado?

Também pesquise o que levam essas pessoas a contratar serviços advocatícios, seus gostos e suas localidades. Ao definir precisamente o perfil de cliente desejado, você poderá tornar sua estratégia de marketing mais eficaz.

A legislação brasileira limita o marketing do advogado de inúmeras formas, mas ainda é possível utilizar algumas metodologias excelentes, como o Marketing de Conteúdo.

7. Medir os resultados

Por último, antes de colocar todo o planejamento em prática, utilize indicadores de desempenho (KPIs) para medir os resultados obtidos e verificar se foram os desejados. Os indexadores devem ser objetivos, quantificáveis, mensuráveis e ligados à finalidade do negócio.

Eles devem ser aplicados antes e continuamente após a execução do plano. Dessa forma, será possível averiguar não só se os ganhos decorreram das mudanças, como também tomar as medidas necessárias se os resultados não estiverem indo conforme desejado. Alguns exemplos de KPIs são:

  • faturamento por horas trabalhadas: mede a rentabilidade no negócio  se o advogado trabalha 10 horas por dia e os ganhos aumentaram, houve efetivo ganho, o que não acontecerá caso ele tenha que trabalhar mais horas;
  • número de clientes: averigua a efetividade de sua estratégia de marketing, analisando o aumento na aquisição de novos clientes;
  • satisfação dos clientes: verifica a satisfação, o que é importante para sua fidelização;
  • custo por cliente: mostra os valores exatos despendidos para prestação de serviço;
  • índice e inadimplência: evidencia o percentual de clientes que não honram os compromissos de pagamento;
  • retorno sobre o investimento (ROI): demonstra o percentual do retorno financeiro sobre o capital que foi investido.

8. Executar o plano

Executa-se o planejamento no plano prático. Lembre-se de que o plano deve ser visualizado como um instrumento rígido e ser estritamente obedecido. Contudo, ele também está sujeito a correções.

Quais são os principais obstáculos que serão enfrentados pelo advogado empreendedor?

Tanto um jovem advogado quanto um profissional experiente encontrarão diversos obstáculos para a implantação de seu planejamento. Isso é devido a vários problemas ligados ao setor jurídico.

Formação obsoleta

A maioria dos acadêmicos de direito têm acesso apenas à formação tradicional, ou seja, estudam apenas o conteúdo técnico  o que é excepcionalmente importante para a qualidade do serviço, porém insuficiente para ter flexibilidade no mercado e desenvolver uma visão diferenciada.

Mercado conservador

A mentalidade tradicional levou os profissionais do mercado ao conservadorismo, em que a profissão é vista como inflexível e “sagrada”. Isso levou a muitas regulações que restringem a atuação do advogado pelo Código de Ética da OAB.

Devido à visão limitada, outros profissionais do ramo também não olharão para o escritório com bons olhos. Entretanto, é impossível lutar contra a inovação. O ordenamento jurídico brasileiro adotou o peticionamento eletrônico para otimizar seus processos.

Empreender também é uma novidade benéfica aos praticantes da profissão, pois melhora a qualidade do serviço e há melhor organização das contas. Por essa razão, faz-se importante que o empreendedor conscientize seus colegas quanto à relevância da inovação.

Falta de investidores

A principal barreira para aquisição de capital consiste no desconhecimento sobre o funcionamento do mercado: quem pode fornecê-lo, quais são as habilidades para captar investimentos e como convencer um investidor.

Investimentos no ramo jurídico são amplamente utilizados nos Estados Unidos, onde são chamados de LawTechs. No entanto, seu mercado é mais liberal e flexível lá, facilitando o desenvolvimento dos escritórios.

No Brasil, essa dificuldade se acentua pelas razões explicadas anteriormente. Contudo, ainda é viável obter capital com investidores-anjo, fundos de investimento, plataformas de crowdfunding, instrumentos de dívidas, intermediadores especializados em buscar investidores, amigos e família.

Quais são os principais erros do empreendedor advogado e como evitá-los?

É inevitável que empreendedores cometam erros no início, mas há uma gama de falhas comuns que podem ser evitadas, caso os advogados tenham conhecimentos prévios sobre elas. Entenda quais são esses enganos abaixo.

Desistir no primeiro erro

Sempre que alguém faz algo diferenciado, ele cometerá erros e poderá fracassar. Entretanto, isso não será motivo para desistir. É preciso enxergar suas falhas como experiências e oportunidades de aprendizado, para aprimorar suas estratégias.

O sucesso vem para os empreendedores resilientes, aqueles que têm a capacidade de sobressair sobre as situações que criaram. Para auxiliar na tarefa, compartilhe com seus parceiros erros e acertos. Eles também podem ter dicas que serão úteis ao seu negócio.

Não tentar sair da zona de conforto

Zona de conforto consiste em evitar atividades diferentes das que o profissional está acostumado. Tarefas como elaborar petições, organizar agenda, pesquisa de jurisprudência e ir ao fórum são rotineiras para o advogado e, dessa forma, são “confortáveis”.

Porém, atos como escrever artigos jurídicos, palestrar, organizar eventos e realizar controle financeiro são diferenciados. Empreender se encaixa como uma atividade inovadora, o que exige que o advogado saia de seu conforto.

Sair dessa zona pode ser difícil. Para fazê-lo, inclua, na sua lista de afazeres, tarefas que estão ligadas diretamente ao empreendedorismo, como pesquisas de mercado, organização das contas, estudo sobre a gestão, aprimoramento de estratégias etc.

Não saber arriscar

Capacidade para assumir riscos é uma das características para um empreendedor de sucesso. Todavia, eles devem ser assumidos de forma cega. Quando o advogado obtém maior controle sobre as informações financeiras do escritório, ele será capaz de calcular o risco de cada investimento.

Com os dados em mãos, estude o retorno de cada risco e faça a aposta no projeto que trará mais retorno, em menos tempo e com menor probabilidade de falha.

Além disso, é preciso arriscar com segurança. Por exemplo, não se desfaça de bens essenciais para seu bem-estar, como vender sua casa. Inicie com riscos menores e de acordo com sua capacidade, como escritório virtual, blog de advocacia, aquisição de ferramenta de gestão etc.

Deixar de investir em conhecimento sobre negócios

Investir em conhecimento somente na área jurídica o impedirá de enxergar novas oportunidades e dificultará o crescimento do escritório. Além de estudar o direito material e processual, faça pesquisas sobre:

  • empreendedorismo;
  • desenvolvimento de negócios;
  • finanças;
  • marketing;
  • gestão legal e de pessoas;
  • planejamento e gestão de projetos;
  • tecnologia da informação.

Não confiar no seu potencial

É comum ouvir pessoas comentarem sobre “pessoa que nasceu para ser empresário”. Esse é um pensamento equivocado. O sucesso de um empreendimento depende do conhecimento de gestão do empreendedor.

Dessa forma, todos os indivíduos têm capacidade de alcançar o sucesso e conquistar seus sonhos. Prossiga firmemente com seu propósito de ser um advogado empreendedor, independentemente do que outros digam, das suas falhas e dos desafios encontrados.

O seu potencial está limitado ao que você acredita. Uma atitude positiva e confiante também o tornará um melhor líder, deixará seus sócios e colaboradores mais motivados e seus clientes mais seguros.

Estabelecer metas inalcançáveis

Estabeleça metas, para si e seus colaboradores, de clientes a serem conquistados, faturamento mensal, corte de despesas, entre outras. Metas alcançáveis são aquelas que devem ser atingidas em um determinado tempo. Dessa forma, você pode mensurar a eficiência da equipe e criar recompensas para motivá-los.

Caso elas sejam irreais e excepcionalmente altas, não será possível criar estratégias para atingi-las. Faz-se importante distinguir sonhar alto de metas inalcançáveis. O que você deseja para o futuro está previsto na visão do negócio, que foi determinado no planejamento estratégico.

Não prestar atenção às parcerias

Muitos profissionais apenas conhecem a Sociedade de Advogados como uma forma de constituição de parceria na advocacia. Entretanto, parcerias vantajosas podem ser feitas com trabalhadores de outros ramos.

Por exemplo, é possível contratar uma equipe de marketing de conteúdo, que consegue prestar serviços que não infrinjam o Código de Ética da OAB, parceiros que desenvolvam um software de gestão jurídica, para auxiliar o desenvolvimento do seu empreendimento, e muito mais.

Como a tecnologia tornará o empreendedorismo jurídico mais simples?

Muitos advogados acreditam que o desenvolvimento da tecnologia tomará ou reduzirá sua atuação. No entanto, ela se constitui como uma aliada para a democratização dos serviços jurídicos, uma alternativa para a carreira e, principalmente, uma ferramenta essencial para o empreendedorismo jurídico.

São várias as soluções tecnológicas que serão úteis aos advogados. Entenda a lista das mais vantajosas abaixo.

Revista dos Tribunais

A Revista dos Tribunais virtual é uma ferramenta que objetiva manter o advogado atualizado e auxiliá-lo na pesquisa dos conteúdos necessários para seu trabalho. Ela integra todas as fontes do direito, incluindo:

  • doutrinas de qualidade;
  • julgados relevantes de todos os tribunais do país;
  • legislação atualizada diariamente;
  • notícias sobre o ramo;
  • acórdãos comentados;
  • entre outras informações relevantes.

Plataforma de gestão do escritório

O empreendedorismo jurídico exige um planejamento complexo, uma organização precisa e um monitoramento rígido do advogado. É inviável que o profissional deixe de realizar suas outras tarefas diárias e dedique-se completamente à gestão.

Em vez de realizar todas as operações manualmente, o empreendedor poderá resolver seus problemas implementando uma plataforma de gestão  tornando automáticas as atividades puramente burocráticas, como organização de documentos e realização de cálculos, de forma instantânea e sem erros. O programa fornece uma ampla gama de benefícios, como:

  • busca inteligente, automática, rápida e precisa de doutrina, jurisprudência e legislação;
  • painel de controle que permite o acompanhamento em tempo real das demandas, das tarefas, dos prazos e dos compromissos;
  • segurança nos dados, havendo backup dos documentos tramitados em cada processo;
  • otimização e controle do fluxo de trabalho, das atividades e de seus respectivos responsáveis;
  • mobilidade, pois permite acesso de qualquer localidade, bastando um dispositivo móvel (como smartphone) e acesso à internet;
  • aplicação automática de indicadores de desempenho;
  • emissão de relatórios gerenciais para auxiliar a tomada de decisões do empreendedor;
  • mantém registro sobre negócios, processos, contratos, vínculos, e compara cenários, fornecendo análise operacional e estratégica para o gestor.

Biblioteca Digital

Consiste em uma plataforma que reúne livros eletrônicos, códigos comentados, manuais, monografias, custos, cursos, doutrinas mais renomadas etc. É acessível via um navegador de internet e tem funcionalidades como filtros, marcações de textos, pesquisa no índice e muito mais. É ideal para professores, alunos e profissionais que desejam expandir seus conhecimentos.

O empreendedorismo jurídico ainda é visto como um tabu para os profissionais do ramo. Entretanto, essa visão deve ser ultrapassada, pois empreender é benéfico tanto para os advogados quanto para os clientes que necessitam de seus serviços.

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