Inteligência Artificial no Direito: como ela tem sido usada?

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A evolução tecnológica e o surgimento de tendências são evidentes no mundo corporativo. Uma das tecnologias inovadoras é a Inteligência Artificial.

Trata-se da possibilidade de máquinas e dispositivos simularem o trabalho intelectual que o cérebro humano é capaz de fazer. Isso ocorre com a tomada de decisões, a resolução de problemas e o aprendizado por meio do processamento de informações, que resultam no alcance de resultados de maneira eficiente.

A Inteligência Artificial tem movimentado diversos mercados. O controle do trânsito em grandes cidades, os dispositivos de localização, o reconhecimento de imagem ou voz, os sistemas de diagnóstico médico e os escritórios de direito são alguns deles.

Com todo o potencial dessa tecnologia, a Inteligência Artificial no Direito já é uma realidade que vem sendo usada para otimizar e desburocratizar processos. Neste artigo, falaremos sobre como ocorre tal aplicação e quais são seus impactos. Boa leitura!

Na obtenção de uma rotina mais prática

A rotina em escritórios de direito não é simples (e tampouco fácil). Para se ter praticidade nas tarefas, é preciso contar com um auxílio tecnológico que supra o fluxo e a complexidade das demandas.

Porém, é importante frisar que a Inteligência Artificial no Direito é diferente da automação de processos. Esta última normalmente é feita por meio de um software jurídico que apenas sistematiza informações e as relaciona com determinadas funcionalidades, para garantir que certas tarefas corriqueiras levem menos tempo até que sejam produzidas.

Logo, não há raciocínio de máquina, mas sim a integração entre módulos capaz de diminuir o tempo de execução de determinadas atividades. No caso da aplicação da Inteligência Artificial no Direito, a atuação humana é dispensável, pois o dispositivo se encarregará de fazer todo o trabalho.

Robô-advogado

Há, por exemplo, o ROSS (um robô-advogado desenvolvido pela IBM), que utiliza a tecnologia de computação cognitiva chamada Watson, da própria empresa. Ele é capaz de processar 500 gigabytes em um segundo, sendo excelente para realizar pesquisa legal, predição, criação de documentos e registros de petições.

Assim, é possível reduzir significativamente o tempo dedicado às atividades e ter uma rotina mais prática.

Em uma gestão eficiente

Uma gestão eficiente é fundamental para o sucesso e a qualidade das entregas em qualquer setor do mercado. Por meio da Inteligência Artificial, não há a necessidade de dedicar tempo à coleta de dados: enquanto a tecnologia processa as informações de busca, os profissionais do Direito ficam encarregados de analisar os resultados, resolver casos e aconselhar clientes.

O Legal One é um exemplo de plataforma que permite a automação de diversas tarefas do setor jurídico, como a criação de documentos e a gestão inteligente do ciclo de vida de contratos e processos. Esse tipo de Inteligência Artificial no Direito proporciona ao usuário o acesso às informações qualitativas a respeito dos casos, juntamente a indicadores e insights.

A contribuição da Inteligência Artificial para a gestão jurídica é significativamente relevante porque aumenta a produtividade de advogados ao gerir todos os processos relacionados aos casos e às suas especificidades. Assim, o profissional pode extrair soluções de maneira dinâmica, mediante uma base sólida de informações apresentadas.

Ao organizar a agenda

O grande volume diário de informações, como precedentes, argumentos jurídicos e possibilidades oriundas das demandas judiciais, faz parte da rotina dos profissionais do Direito. As datas das audiências nos tribunais e o atendimento aos clientes precisam de total disponibilidade e organização de agenda.

Para tanto, a Inteligência Artificial no Direito permite o cruzamento de dados, que evita conflitos no agendamento de compromissos e imprevistos. Isso é fundamental para honrar com todos os trâmites processuais com que se está comprometido.

Um sistema inteligente pode cruzar as informações das datas dos diferentes processos com cada cliente. Ele preencherá automaticamente as datas disponíveis e mais viáveis na agenda.

Diminuição de gargalos

De fato, a capacidade de processamento hábil, arquivamento organizado, armazenamento de dados e raciocínio lógico, proporcionada pela Inteligência Artificial, levam à redução significativa de gargalos nos prazos dos processos (que, por si só, já são burocráticos).

Essa proposta de ter um assistente virtual que dê respostas rápidas e consistentes impacta toda a tramitação dos escritórios de Direito. Isso porque, mediante a capacidade cognitiva, a máquina é capaz de executar a elaboração veloz de agendamentos.

Dessa forma, é sugerida a data mais vantajosa para cada compromisso de acordo com as características do processo, os dados do cliente e as informações do tribunal, entre outras questões. Como consequência, menos esforços são necessários e há um aumento na produtividade.

Na redução de custos

Uma ferramenta capaz de descrever questões jurídicas individuais, como obrigações, direitos, imunidades e poderes, a partir de uma base de legislação ou de precedentes já é uma realidade.

Por meio da combinação entre Inteligência Artificial e chatbot, o robô-advogado DoNotPay já venceu 160 mil contestações de multas de trânsito em Nova York e no Reino Unido. Essa tendência demonstra que a Inteligência Artificial no Direito poderá, cada vez mais, auxiliar os profissionais humanos.

Consequentemente, haverá otimização no tempo de entrega das tarefas e melhor qualificação na tomada de decisão dentro do aspecto legal extraído pelo agente inteligente. Vale destacar que a Inteligência Artificial promete a redução de custos tanto para os escritórios quanto para os clientes.

Economia de espaço e profissionais

A adoção de máquinas inteligentes reduz a necessidade de investir em espaços físicos e funcionários. Assim, há um impacto na redução do valor dos serviços jurídicos e uma maior facilidade na execução dos processos.

Como resultado, tem-se a desburocratização e a inclusão de mais pessoas nos processos judiciais. Isso ocorre por meio da desoneração proporcionada pela tecnologia inteligente, baseada na integração da capacidade de raciocínio e velocidade em produzir respostas embasadas legalmente.

Dessa forma, a aplicação da Inteligência Artificial no Direito abrange diversos processos de trabalho no setor. Tanto o auxílio e o atendimento aos clientes quanto a produção de documentos e a análise de processos dentro dos aspectos legais vigentes são favorecidos.

Isso leva a um modelo de negócio disruptivo, com a apropriação de tecnologias que permitem o crescimento estratégico no mercado e a entrega de resultados satisfatórios.

Gostou de nosso artigo? Agora que você já sabe como a Inteligência Artificial no Direito tem sido usada e quais são seus impactos, saiba o que é advocacia disruptiva!

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