Advocacia autônoma ou sociedade: entenda os prós e contras

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Um dos desafios encontrados por estudantes de direito, recém-formados e advogados é escolher entre a advocacia autônoma ou sociedade. Não há uma fórmula secreta de sucesso para empreender no setor jurídico. Existem preocupações e dúvidas a respeito desses dois modelos, como impostos, taxas e desentendimentos em uma possível sociedade com outros profissionais do direito.

Porém, não se deve focar nas possíveis dificuldades, pois tanto a advocacia autônoma quanto a em sociedade têm vantagens. Por isso, é indispensável que o profissional de direito avalie o contexto em que está inserido, as vantagens e desvantagens de cada modelo e busque opiniões de outros advogados para garantir a tomada de decisão coerente com as expectativas.

Pesando nisso, traremos neste artigo os pós e contras no momento de escolher entre a advocacia autônoma ou sociedade. Boa leitura!

Advocacia autônoma

A carreira autônoma consiste em ter maior liberdade para organizar e gerir sua metodologia de trabalho sem ter de prestar contas ou obter aprovação de outros. Esse perfil de trabalho é ideal para quem quer avançar com maior rapidez.

Prós

Além de ter maior independência, o advogado que desempenha suas atividades de maneira autônoma consegue uma tributação menor por meio da sociedade unipessoal, criada pela Lei nº 13.247/16. Dessa forma, o profissional pode enquadrar-se no Simples Nacional e pagar de 4,5% a 18,85% de impostos. Essa vantagem permite um planejamento financeiro mais eficaz para manter a saúde fiscal do escritório de advocacia.

Assim, não há a necessidade de sócio para abertura de um escritório de advocacia. Além do mais, ser um advogado solo traz a vantagem de não haver a divisão de lucros e ter carta branca para tomar decisões a respeito de qual caminho percorrer e quais estratégias adotar. O ganho de produtividade é outro fator positivo, já que não é preciso fazer reuniões para definição de medidas dentro do negócio.

Contras

A advocacia autônoma exige que o profissional desenvolva habilidades além da jurídica. É preciso ter uma boa comunicação para criar uma rede de relacionamento expansiva e consistente para obter boas indicações de clientes. Vale ressaltar que mesmo na carreira autônoma é preciso ter um parceiro de confiança para eventuais substituições em caso de viagens de negócios, férias ou questões de saúde.

Além disso, competências como o domínio de gestão financeira são fundamentais, já que o advogado será seu próprio chefe e o responsável pela administração das suas demandas. A organização pessoal se torna ainda mais importante para o profissional autônomo, o que torna necessário o conhecimento tecnológico para escolher um bom software jurídico para a otimização e automação de tarefas.

Advocacia em sociedade

De modo geral, advogados pendem a formar sociedades com profissionais de confiança com quem eles já tenham tido contato ou convivência. A ideia é chegar mais longe ao reunir expertise técnica qualificada para iniciar um escritório jurídico com competência e excelência por meio de um perfil de cooperação das partes envolvidas.

Prós

A advocacia em sociedade traz a vantagem de somar capitais e dividir custos para as operações no escritório, como o aluguel do imóvel, internet, linha telefônica, impressora, mobiliário, secretária etc. Outro ponto positivo é ter uma segunda opinião para análise de demandas e dificuldades que venham a surgir. Ouvir opiniões e pontos de vista diferentes é indispensável, principalmente quando o sucesso depende disso.

A divisão de tarefas de acordo com o perfil dos profissionais associados permite uma distribuição estratégica para um atendimento eficiente. Outra forma que pode ser adotada é cada advogado trabalhar em áreas diferentes do direito e, dessa forma, recomendar o sócio para seus próprios clientes, quando houver um problema jurídico que não seja da sua área de atuação.

Contras

Parcerias ou sociedades também enfrentam dificuldades. Um dos maiores motivos para a diluição de uma advocacia em sociedade é o conflito entre os participantes. A visão dos sócios tende a ser um ponto central de conflitos, principalmente quando uma das partes vê o empreendimento como um projeto temporário enquanto o outro enxerga como um projeto de vida, por exemplo.

Outro fator é se os sócios não souberem valorizar o trabalho do parceiro, o que pode gerar conflitos e rupturas. Um exemplo disso é o sócio encarregado considerar que a sua rotina é maior e mais complexa do que a do seu sócio. Surge, assim, cogitação da possibilidade da mudança de modelo que consistiria na contratação de advogados assalariados para a execução dos trabalhos jurídicos.

Cuidados a serem tomados

Ao escolher entre advocacia autônoma ou sociedade você deve ter conhecimento dos cuidados a serem tomados ao aderir a uma delas. Primordialmente, você deve avaliar em qual perfil profissional você se sente mais confortável para desempenhar o seu trabalho e analisar quais as melhores oportunidades de mercado a escolha pode proporcionar a você. Mas ainda há outras características específicas para cada uma, como:

Carreira autônoma

É preciso que haja o cuidado com a autoexigência e disciplina para cumprir os prazos e metas. O isolamento também é outro fator que gera estagnação profissional, por isso, a busca por uma rede de contatos para a troca de informações e ideias é fundamental. As finanças do escritório não devem ser anexadas a renda pessoal, por incrível que pareça é comum isso acontecer.

Mantenha-se atualizado sobre a legislação vigente e sobre as práticas inovadoras de gestão que possam beneficiar a administração do seu negócio. Aposte em ferramentas tecnológicas que forneçam recursos e suporte profissional nas rotinas diárias. Adquirir um software jurídico e terceirizar atividades, como a contabilidade, são excelentes opções.

Carreira em sociedade

Um contrato social para definição e oficialização dos termos é primordial para deixar claras as responsabilidades, especificidades e atividades de cada sócio. Esse processo deve ser feito por terceiros com uma visão analítica livre de expectativas, fazendo com que o acordo societário seja mais sólido.

Um erro que deve ser evitado é buscar um parceiro que tenha um perfil semelhante ao seu. Um sócio que tenha diferenças que possam somar aos objetivos em comum pode auxiliar no processo de melhoria contínua e autocrítica construtiva no negócio. Isso também agrega na divisão de tarefas estratégicas que se complementam para obtenção de resultados satisfatórios. A tecnologia também é um fator determinante na advocacia em sociedade e não pode ser descartada.

Enfim, podemos perceber que não há fórmula secreta para o sucesso. Empreender em advocacia depende do empenho dos envolvidos e da avaliação realista e clara dos prós e contras no momento de escolher entre a advocacia autônoma ou sociedade. Independentemente do caminho que você decida tomar, determinação e conhecimento estratégico serão fundamentais.

Agora que você sabe os prós e contras de adotar a advocacia autônoma ou sociedade, curta e siga nossa página no Facebook!

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